Zerzura

“Uma cidade de muros brancos como um pombo, em um Oásis escondido no meio do deserto, em cujo portão está esculpida um pássaro. Aquele que procura por tesouros deve pegar com uma mão a chave no bico da ave, e então abrir a porta da cidade. Entre e lá você encontrará grandes riquezas”.
Kitab al Kdnuz (The Book of Hidden Pearls)
Autor anônimo do séc. XV

“Um árabe das caravanas que cortam o deserto, me disse que achou um oásis enquanto procurava por um camelo perdido. Ele contou que Zerzoora está apenas a alguns dias a oeste do Oásis de Dakhla, seguindo o curso de um wadi após encontrar um outro oásis, a leste da trilha entre Farafra e Bahariya. Então seguirá o curso do segundo wadi até que mais a leste verá uma montanha e entre a montanha uma passagem, com um castelo no topo. E um vale no meio da montanha. Lá abundam palmeiras, tâmaras, fontes de água e pássaros brancos. E entre as palmeiras e fontes, ruínas antigas”.
Topografia de Tebas e vista geral do Egito, por Jonh Gardner Wilkinson
Egiptologista Inglês

“A expedição no deserto partiu do Oásis de Siwa em fevereiro de 1848, em direção ao sul, com o intuito de cruzar o Grande Mar de Areia e descobrir Zerzura. Entretanto, apenas dois homens voltaram. O inglês Alex Whitehunter e o árabe Al-Mawt”.
Expedições Perdidas do Século XIX: Histórias de Aventureiros Ingleses, por Robert Whitemore, 1912

“Na década de 1930, um grupo de exploradores europeus fundou o Clube Zerzura, com o objetivo de achar a cidade perdida de Zerzura. Entretanto, o início da Segunda Guerra Mundial terminou com a empreitada. Os exploradores acabariam por servir a cada um dos lados na guerra”.
O Paciente Inglês, por Michael Ondaatje, 1992.

“Durante a 2a Guerra, uma expedição nazista organizada pela Ahnenerbe tentou localizar o Oásis Perdido de Zerzura”.
The Nazi Occult, Kenneth Hite, 2010.

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Desde o fim do século XIX até o início da 2a Guerra Mundial, exploradores procuraram pela Cidade Perdida de Zerzura, em um magnífico oásis de palmeiras e pássaros brancos.

A primeira menção de uma visita a Zerzura vem do conto de um cameleiro árabe chamado Hamid Keila, datada de 1481, que, encontrado vagando no deserto, disse ao Emir de Bengazi que tinha descoberto a cidade de Zerzura, após enfrentar uma violenta tempestade de areia.

E que lá fora recepcionado pelo Rei e pela Rainha de Zerzura que o trataram muito bem. Os habitantes da cidade eram altos, com olhos azuis e cabelos lisos, carregando espadas retas ao invés das cimitarras árabes e falavam uma língua parecida com o árabe.

Hamid entretanto se traiu e o Emir suspeitou de suas palavras e ao revistá-lo viu que ele escondia um anel de ouro com um enorme rubi vermelho. O caravaneiro não disse como conseguira o anel e considerando que ele o roubara dos zerzuranos, o Emir o condenou a perder a mão direita pelo roubo.

O grego Herodotus, em sua famosa História, menciona a legendária Cidade de Dionísio, perdida no deserto.

Inscrições em pedra nas pirâmides citam a fabulosa cidade de Zerzura, fundada pelo faraó Khufu, da Antiga Dinistia, 4.700 anos atrás.

Os persas perderam um exército nas areias do deserto, enviado pelo Imperador Cambises para conquistar Zerzura.

Outras lendas dizem que um grupo de cavaleiros templários e cruzados perdidos no deserto vagou até chegar ao Oásis de Zerzura e lá se tornaram os guardiães dos segredos e um deles acabou por se casar com a Rainha de Zerzura.

Muitas lendas… em comum apenas a existência de tesouros valiosos, capazes de alimentar a cobiça dos homens em sua perigosa busca por poder e riqueza.

Zerzura

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