Robert Walker

aka Zarus, o Viajante do Tempo

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Bio:

Zarus é um dos maiores magos da história, descendente de Merlin e dos magos da Atlântida e da antiga Babilônia, nascido há 200 anos, aprendiz dos maiores magos da Europa, membro da Ordem de Hermes, famoso escritor de livros de magia capazes de ensinar as artes superiores aqueles dignos de aprendê-las… ou, pelo menos isso é o que ele diz em suas apresentações.

Zarus é também o nome adotado por Robert Walker, nascido em Kilmarnock, Scotland, ilusionista, vigarista e farsante, filho mais velho do dono de um armazém e uma loja de bebidas em Kilmarnock. Deserdado e expulso de casa por não se dedicar ao trabalho e gastar o dinheiro de seu pai em jogo, bebidas e mulheres, fugido da cidade por suas confusões, alistado na marinha britânica para escapar de maridos traídos e jogadores que queriam cobrar as dívidas de jogos.

Sendo um dos poucos marinheiros que sabia ler e escrever, por ter recebido uma educação de alto nível, ganhou a confiança do capitão. Não fosse sua insubordinação e o fato de ter sido alistado como marujo em uma noite de bebedeira, e poderia ter sido promovido e feito carreira na Marinha Britânica. Mas, o fato é que não conseguiu passar de marujo de primeira classe.

Na marinha, Robert viajou pelo mundo, com aventuras em nos portos da América, África e Ásia. Se envolvendo com o submundo e a escória em cada porto. Salvando donzelas em perigo, gastando seu dinheiro em jogos de azar e bebendo até cair.

Em Nova Orleans salvou um velho bêbado de ser roubado por três bandidos em um beco no porto. Como pagamento o velho lhe ensinou como garantir que a sorte sorrisse para ele nos jogos de carta e de dados.

Em um porto na Espanha ele tentou roubar nas cartas em um jogo contra um cigano e acabou amaldiçoado com a habilidade de sempre conseguir destruir todos que tentasse ajudar.

Em Cálcuta, roubou uma jóia de um templo Sikh e passou a ser perseguido por assassinos Sikhs. Em Hong Kong desfez um plano das Tríades de matar o embaixador britânico, se apaixonou pela filha do embaixador e ganhou fortuna vendendo ópio para os chineses. Como vingança, a filha do embaixador foi sequestrada pelas tríades e forçada a se viciar em ópio.

Perdeu toda sua fortuna em um jogo de cartas em Vladvostok, em uma missão em que a fragata em que servia espionou o porto russo de Vladvostok. No Japão quase foi morto por samurais após vender armas de fogo para os rivais de um daimio. Em Timbuktu destruiu um castelo que servia de base para piratas, mas não conseguiu salvar a filha de um chefe bárbaro que prometera ajudar.

Após quase dez anos na Marinha, o navio em que servia levava o Vice-Rei Britânico na Índia e sua família para Londres. Diziam que transportava um tesouro que era protegida dia e noite por soldados britânicos. O navio foi assolado por tempestades e azar durante toda a viagem, até que naufragou dez dias após deixar o porto da Cidade do Cabo. Robert foi um dos poucos a chegar até a praia, na desértica Costa dos Esqueletos.

Um ano depois, um homem chegou até um distante entreposto português na Costa do Escravos, no meio da selva do Congo. Magro, com uma barba desgrenhada, vestido em andrajos e falando uma língua estranha. Dizem que ele estava acompanhado de uma mulher de beleza singular. De lá conseguiu passagem em um navio português e voltou para a Europa. Lá desapareceu.

Cinco anos depois do naufrágio do navio, o mago Zarus fez sua primeira aparição, em Veneza, se apresentando em um pequeno teatro durante algumas semanas. Era acompanhado por sua assintente, uma linda índia norte-americana. Nunca ficando muito tempo no mesmo lugar, Zarus viajou pela Europa, da bota italiana até Berlim e de lá para a França e Londres. Em 1856, ele iniciou uma temporada no Teatro Orient, atrás do Picadilly Circus. Entretanto, conforme os arquivos de jornal da época, a temporada foi cancelada após sua primeira apresentação. Nunca mais se ouviu falar de Zarus.

TEATRO ORIENT
O Teatro Orient comunica que estão canceladas todas as apresentação de Mestre Zarus, o Ilusionista, a partir dessa data. Times, edição de 15 de setembro de 1856


Foi apenas em 1910 que o nome de Zarus ressurgiu, quando um escritor pouco famoso Robert Kilmarnock lançou um livro O Diamante Perdido que não chegou a fazer sucesso. O personagem principal era um mago chamado Zarus que toma posse de um diamante amaldiçoado após o naufrágio de um navio na Costa dos Esqueletos e se perde em um reino fantástico no meio do deserto africano de onde resgata uma prisioneira de uma Torre Negra.

O livro foi seguido por um outro no ano seguinte, chamado _ A Fugitiva do Reino Vermelho_ em que Zarus ajuda uma mulher a fugir de seus perseguidores a serviço do vilão denominado como o Bispo Negro, que os persegue por toda a Europa até o confronto final em um teatro em Londres.

O terceiro livro, conforme seu editor, já fora escrito e iria se chamar O Retorno ao Reino Vermelho, mas o autor Robert Kilmarnock desapareceu de sua residência em Boston antes do livro ser publicado e os originais nunca foram encontrados. A polícia considerou que o escritor fugira por causa dos débitos que tinha em função do jogo.

A polícia considerou encerrada as investigações em torno do sumiço do jornalista e escritor Robert Kilmarnock, desaparecido uma semana átras, na véspera do Natal, em sua casa no litoral de Boston. Segundo os vizinhos, na noite do desaparecimento havia uma tempestade e gritos foram ouvidos vindo da casa do escritor. Um garrafa de Whisky Jonnhy Walker foi encontrada vazia na beira da praia. A polícia acredita que o escritor bebeu até cair e acabou afogado. Seu corpo não foi encontrado. Boston Chronicles, edição de 30 de dezembro de 1911

Os dois únicos livros publicados por Robert Kilmarnock nunca fizeram sucesso, mas alguns dizem que eles influenciaram Edgar Rice Burroughs. Entre os pertences descobertos no inventário de Burroughs, e adquiridos em um leilão após a sua morte por apenas alguns doláres, se encontrava uma cópia quase ilegível de alguns capítulos de um livro chamado Retorno ao Reino Vermelho, semi-destruído pelo fogo.

Robert Walker

Fundação V: Strange Worlds HouseWayne HouseWayne